Saber em que dia estamos, com papel e lápis
Saber o dia, o mês e a estação do ano parece simples até que a rotina muda: uma internação, a aposentadoria, a mudança para a casa de um filho ou para uma casa de repouso. Por isso tantos centros-dia começam a manhã repassando a data. Estas fichas levam esse momento para o papel, com letra grande, uma atividade por folha e as respostas à parte.
- O calendário do mês: uma folhinha desenhada, de domingo a sábado, e seis perguntas: que dia da semana é o dia 12, quantas terças-feiras tem o mês, em que dia cai a segunda quinta-feira, que data será daqui a uma semana… Exercita a orientação no tempo, a atenção e um pouco de conta.
- Datas comemorativas: ligar cada festa ao seu dia. Só datas fixas do calendário brasileiro: Tiradentes, São João, a Independência, Nossa Senhora Aparecida, Finados, o Natal…
- As quatro estações: doze coisas para pôr embaixo da estação certa, pensando no hemisfério Sul: o Natal no verão, a Páscoa no outono, o quentão no inverno.
- Pôr em ordem: os meses, os dias da semana e tarefas do dia a dia, como passar um café ou pregar um botão, para numerar do primeiro ao último passo.
- Orientação: as perguntas de sempre sobre o dia, o lugar e as pessoas, que se respondem olhando em volta ou o calendário da parede.
Como usar numa sessão
O melhor horário é de manhã, com um calendário de verdade pendurado à vista. Comece pelas perguntas de orientação em voz alta, com todo o grupo, e depois distribua uma folha do calendário ou das estações. Dez ou quinze minutos bastam; o resto da sessão pode ficar para a conversa que as datas puxam: como era o São João na roça, onde cada um passou o Natal, quem nasceu em que mês.
Em casa vale o mesmo, sem pressa: uma ficha depois do café da manhã, com quem cuida sentado ao lado. Se escrever for difícil, a pessoa responde em voz alta e o acompanhante anota. E, se uma pergunta não sair, não tem problema: o gabarito existe para conferir juntos, não para dar nota.
Um aviso honesto
Estas fichas ajudam a manter a rotina, puxam conversa e dão um motivo para olhar o calendário todo dia, o que não é pouco. Mas não há provas sólidas de que exercícios assim evitem o declínio cognitivo, e eles não substituem a avaliação nem o plano de um profissional. Contamos tudo, com as fontes, em o que a ciência diz sobre os passatempos (em espanhol).
Mais fichas em letra grande: exercícios de memória, atividades de reminiscência, atividades de linguagem, atividades de matemática e as fichas de estimulação cognitiva, que misturam vários tipos.